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All-In Plan da HP

A assinatura da HP já entregava tinta e papel. O All-In Plan passou a incluir a própria impressora. Desenhei como a conta lida com uma impressora que o cliente não é dono, e levantei as perguntas em aberto que isso trouxe.

CONTEXTO

O plano ganhou algo que podia quebrar

O HP Instant Ink já entregava tinta, toner e papel para milhões de assinantes. A impressora sabe os próprios níveis, avisa a HP, e os suprimentos chegam antes de acabar. Um serviço de consumíveis, funcionando em silêncio havia anos.

O All-In Plan incluiu a própria impressora. O cliente não compra mais o hardware: ele assina, numa relação mais parecida com o equipamento de uma concessionária do que com uma compra.

Isso muda o que a conta precisa representar. Um plano de suprimentos tem saldo, ciclo e envio. Este também tem um objeto na casa de alguém: ele é enviado, imprime, quebra, é substituído e, um dia, precisa voltar. Cada um desses é um estado que a interface precisa conseguir mostrar.

O modelo já tinha passado do primeiro MVP, mas ainda estava em teste, e várias regras do serviço não tinham sido decididas. O trabalho de design chegava a elas antes do negócio.

Meu papel·Product Designer·Contribuidor individual em um time de agência
ColaboraçãoProduto, engenharia e QA da HP
Decisões

Adaptando um fluxo de suprimentos a um objeto

Problema: O cliente tinha um modelo mental construído em anos de Instant Ink: as coisas chegam quando a impressora avisa. Apresentar o hardware como um conceito separado dividiria esse modelo em dois.

Proposta: A impressora aparece como um item de envio ao lado de Black, Cyan, Magenta, Yellow e Paper: uma visão de rastreamento, um lugar para olhar, seja um cartucho ou a própria máquina a caminho.

Argumento: A promessa do serviço é que o cliente nunca precise pensar em logística. Herdar o padrão existente manteve essa promessa para um tipo de coisa para o qual ele nunca foi pensado.

Perguntas em aberto

A impressora precisa voltar

Tinta e papel podiam seguir as regras que o Instant Ink já tinha. A impressora não: um cartucho se esgota, mas uma impressora precisa voltar. Sempre que uma tela precisava de uma regra que ainda estava sendo definida, levamos a pergunta para o time de produto da HP.

  • Devolução

    Pergunta

    Quando o plano termina mas a impressora ainda está em casa, o que a conta mostra, e o que o cliente deve fazer?

    Por que importava

    O cliente nunca comprou a impressora. O plano termina, mas o objeto continua na casa.

    O que mudou

    Estados de devolução com um próximo passo visível.

  • Dano

    Pergunta

    Se ela volta quebrada, quem paga, e como isso se define entre cliente, transportadora e HP.

    Por que importava

    A responsabilidade fica entre cliente, transportadora e HP antes que qualquer tela possa dizer algo.

    O que mudou

    Notas de handoff onde a regra ainda não estava decidida.

  • Evidência

    Pergunta

    A conta deveria registrar o estado da impressora antes da devolução (por exemplo, uma foto ou um checklist)? Se sim, em qual etapa?

    Por que importava

    Sem registro, toda devolução contestada cai no suporte.

    O que mudou

    Estados nomeados em vez de suposições.

A HP respondeu algumas perguntas na hora. Outras ainda estavam sendo definidas e ficaram fora do nosso escopo. Isso deixou claro o que cabia a nós desenhar agora e o que a HP decidiria depois. Perguntar cedo foi o que transformou uma lacuna em decisão, e não em suposição.

Resultado

Foi lançado, com impressora e tudo

O plano com impressora incluída foi lançado. Tinta, toner, papel e a própria impressora agora passam por uma única conta: uma lista de envios, uma visão de uso, um plano.

  • Uma visão de rastreamento em que a impressora é um item de envio ao lado de todos os consumíveis
  • Estados do hardware que seguem pela conta toda, em vez de terminarem na entrega
  • Regras de serviço em aberto transformadas em estados nomeados, em vez de suposições
  • Notas de handoff para engenharia e QA onde uma regra ainda estava em decisão
Forma DJR Micro
Reflexão

O que as telas tornaram visível

Desenhar telas pode revelar perguntas de produto cedo, enquanto ainda são fáceis de resolver.

Quando uma assinatura inclui um objeto físico, a interface faz mais do que listar opções. Ela precisa mostrar como o serviço funciona, passo a passo, e isso revela onde as regras ainda precisam ser escritas.

Vamos construir produtos digitais melhores.

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